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UM MUNDO EM RETROCESSO

Data adicionada : December 14, 2016 03:00:05 PM
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Categoria:
 

13 dezembro 2016


Uma globalização que, embora extremamente vantajosa em áreas diversas, acabou por desaguar numa descarada manipulação das finanças em poder de cifraneiros sem escrúpulos que nada respeitam para lá da acumulação de capitais desumanizados, dinheiro por poder, apenas, está a conduzir o mundo para um abismo sem fundo à vista. Milhões de pessoas continuam a morrer diariamente em guerras locais, de consequências gerais, como se comprova com as ondas de refugiados em busca de uma vida melhor, que, em grande número de ocasiões, acaba na morte dolorosa de famílias inteiras, perante a passividade de países que têm poder e o dever de encontrar soluções que evitem tamanhas tragédias. Dói tremendamente ter notícia de milhões de crianças cujo único futuro será a doença, o sofrimento, uma morte dolorosa prematura.

Os políticos que estão no comando dos vários países, com raríssimas excepções (Obama, Merckel, quem mais?), exibem uma incompetência e uma insensibilidade que os põem a jeito das acções de populistas, incompetentes, ainda mais perigosos, ao serviço de redes sociais que têm soluções para tudo, a toda a hora, como acontece com todos os que, numa ignorância de militantes, possuem a chave da governação mundial, pendurada do seu umbigo mágico. Basta-nos ouvir qualquer programa que dê voz aos ouvintes, e aí vem uma enxurrada de asneiras que farta. E chegámos a isto, a um mundo governado por facebooks e twitters e outros fantasminhas subservientes, desinformados, descarados, perigosos, cobardolas. Ali, na sua irresponsabilidade, atrevimento, ignorância e pacato refúgio, sentem o poder do mundo nas mãos e dizem o que lhes vem à cabeça, sem considerarem as consequências, sem escrutínio nem contraditório, num exibicionismo alarve. Assim se vai construindo um poder quase criminoso de populistas que tudo prometem, sem nada resolverem. As soluções apresentadas não passam de contos de fada para encantar crianças e gente sem miolos. A verdade é que, em sítios onde já conseguiram o poder, causaram confusão e caos. Em Roma, por exemplo, onde o poder lhes pertence, os problemas têm-se agravado. A saída da Inglaterra da União Europeia, ainda no adro, já provocou desastres vários, por exemplo, ao nível do desemprego, da xenofobia e de perdas económicas. Noutros países, onde a ameaça do regresso ao fascismo tem sido real, aumentou o ódio aos emigarntes, os índices de intolerância agravaram-se, a economia degradou-se. Se a França eleger mais um político de contornos intolerantes, como é previsível, e a Itália der o poder a um populista/palhaço, que esperar para o futuro europeu e seus valores? Na América, Trump e sua elite não nos dão grandes esperanças de um mundo mais equilibrado.

Entretanto, a China vai ocupando terras em todo o mundo, adquirindo dívidas de todos os países, até dos americanos, financiando, inocentemente, os eternos dependentes, como os africanos, adquirindo quotas em empresas estratégicas, isto é, tomando conta dos cordelinhos de um poder que passará a ditar as leis de um outra civilização que, sem dúvida, não terá os valores que estadistas sérios e sábios edificaram na Europa, ao longo de séculos, sempre na direcção de uma democracia das pessoas, perdoem-me a redundância, pois até já me esqueço que a democracia é a governação do povo pelo povo, mas um povo educado, informado, equilibrado.

 
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