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PROFISSIONAIS OU MALABARISTAS?

Data adicionada : October 11, 2016 01:00:03 PM
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11 outubro 2016
O mundo da política é um mundo estranho, misterioso, pantanoso. Se lhe acrescentarmos certos agentes da comunicação social, o circo atinge o topo dos espectáculos mais degradantes a que a humanidade hoje assiste. Em todo o mundo, infelizmente para os povos, os políticos exibem-se e actuam como malabaristas, ilusionistas, contorcionistas, com a conivência de lacaios dos jornais e das televisões que os acolitam, assumem e divulgam os seus actos e decisões como exemplares, sempre em nome do sacrificado Povo. É o mundo da intriga, da corrupção, do clientelismo.

Tudo nasce num equívoco de raiz que rapidamente cresce como enxurrada de equívocos. Um político deveria ser uma figura pública ao serviço do povo, obrigado a fazer o melhor para a sua qualidade de vida e progresso. Mas, baralham tudo. Confundem o bem do Povo com o dos Partidos a que pertencem e os interesses dos países com os seus desejos e ambições pessoais.

Do Povo namoram os votos, num simulacro de democracia, apoiados por gigantescas máquinas de propaganda e de vendidos. Chamem-lhes de direita, de esquerda, do centro, ou do raio que os parta. Podem ser o que quiserem. Nada tenho a ver com isso. Cada um come do que gosta. Mas, do que eu quero saber é se são políticos para desenvolver o seu País e melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos, ou se apenas querem actuar para satisfazer os desejos e ambições pessoais e os interesses do Partido a que pertencem? Um político tem de estar ao serviço do Povo. Caso contrário, assistimos ao cortejo de malfeitorias que nunca mais acabam de desfilar diante dos nossos olhos. Arruínam os países, mandam matar quem lhes faz frente, prendem sem causa, corrompem, inventam calúnias para desqualificarem os opositores, enfim, fazem tudo o que os marginais fazem para defender os seus quintais. Em vez de investirem na Educação, na Saúde, na Cultura, na agricultura, na indústria, nas pescas e no comércio, enfim, no desenvolvimento e no enriquecimento do país, esvaziam os cofres do Estado com a compra de armas, com obras de fachada, com a corrupção, com a criação de empresas fantasma ruinosas e numa gigantesca máquina de propaganda. A mentira, a burocracia e a corrupção sempre foram os inimigos da democracia.

Nada disto é ficção. Nenhum propagandista da comunicação social poderá escondê-lo.

A miséria dos povos, os numerosos conflitos, as crises sucessivas, os refugiados, os milhões de pessoas que morrem de fome e de doença, o horror de odiar os outros, a intolerância, a xenofobia, a incapacidade para darmos as mãos e dialogarmos com seriedade, tudo isso são manchas que deveriam estar gravadas a fogo na consciência dos políticos. Essa vergonha ninguém é capaz de apagar. Ser político e deixar um país de rastos e não ser capaz de melhorar o mundo, a começar pelas comunidades maís próximas, deveria envergonhar quem quer que tenha abraçado a causa pública.

Ouçamos, a propósito, as recentes palavras do Papa Francisco, figura incontornável da vida actual, que coloca no mesmo patamar os poderosos e os políticos corruptos, que, para terem mais dinheiro e mais poder, «exploram os pobres, exploram as pessoas. É a história do tráfico de pessoas, do trabalho escravo, das pessoas que trabalham na informalidade, com o mínimo, para enriquecer os poderosos. É a história dos políticos corruptos, que querem sempre mais e mais». Francisco também alertou para quando o poder se transforma "em arrogância e domínio". E, no último encontro com o nosso Presidente, lembrou que «a missão dos políticos é fazer a paz».

 
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