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Incubadoras<

Data adicionada : October 04, 2016 04:00:02 PM
Autor: Dinis Caetano
Categoria:
 
Dinis Caetano
04 outubro 2016




A importância do fenómeno da incubação não está só na criação de empresas e postos de trabalho qualificados enquanto objetivos de desenvolvimento económico dos países em que se inserem. Mais do que isso, é preciso crescimento das empresas, aceleração de processos de transferência de tecnologia, produção e comercialização de bens e serviços, sobretudo baseados em inovação.

Para o crescimento empresarial, questões como angariação de capital humano especializado, apropriação do conhecimento, captação de financiamento e internacionalização estão na agenda de muitos empreendedores e suas empresas.

Depois da proliferação de incubadoras de empresas nas duas últimas décadas, eis que surge uma nova geração de modelos de incubação - a Aceleradora de Empresas - com um papel importante no estímulo do empreendedorismo (Pauwels et al., 2015). Segundo estes autores, os aceleradores tornaram-se um termo genérico para qualquer programa fornecendo uma estrutura de serviços de orientação empresarial, oportunidades de networking e acesso ao financiamento.

Na última década, as Aceleradoras de Empresas cresceram significativamente em países como os Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Alemanha e França. Em Portugal, a primeira aceleradora de empresas iniciou a sua atividade em 2014, promovida pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), instituição com forte ligação à Universidade de Coimbra e larga tradição na incubação de empresas e transferência de tecnologia.

Mas o que distingue uma incubadora de empresas de uma aceleradora? As incubadoras são instituições públicas e/ou privadas, geralmente sem fins lucrativos, que têm uma perspetiva de longo prazo e estão focadas no desenvolvimento económico assente na transformação de novos empreendimentos em empresas sustentáveis. Para isso têm uma oferta de apoio às startups nos seus estágios iniciais de atividade, num processo de longo prazo a que correspondem períodos de incubação de 3 a 4 anos, em setores em que é preciso um tempo considerável para gerar produtos/serviços para o mercado, disponibilizando infraestruturas, serviços básicos e especializados e acesso a redes (networking).

As aceleradoras não são instituições, mas sim programas dentro de uma instituição, geralmente com fins lucrativos, desenhados num horizonte de curto prazo, mais focados no crescimento das empresas e retorno sobre o investimento (ROI), sobretudo empresas com elevados ritmos de crescimento, em estágios de atividade mais amadurecidos, em setores com menor tempo de mercado, disponibilizando infraestruturas, serviços e acesso a redes, mas neste caso visando o rápido crescimento dos negócios, agilizando a captação de financiamento e a internacionalização.

De acordo com Isabelle (2013), há cinco fatores-chave que afetam a escolha do empreendedor tecnológico entre Incubadoras e Aceleradoras de Empresas: (i) A fase do seu novo empreendimento; (ii) O ajuste entre as necessidades do empreendedor e a missão, propósito e setor foco da incubadora/aceleradora; (iii) As políticas de seleção e graduação; (iv) A natureza e extensão dos serviços prestados; (v) A rede de parceiros. É caso para estudar as alternativas disponíveis e fazer escolhas.

* Economista
 
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