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O FANATISMO, O ÓDIO E A INTOLERÂNCIA

Data adicionada : August 27, 2016 03:00:02 PM
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26 agosto 2016
No passado dia 20 de Agosto, Mohamed VI, rei de Marrocos, proferiu um discurso que, lamentavelmente, a comunicação social portuguesa ignorou, o que é normal num meio onde abundam os papagaios e escasseiam os jornalistas.

Contudo, as palavras de Mohamed são demasiado importantes para ficarem silenciadas.

Em primeiro lugar, renova a sua aposta nos valores de África e dos africanos para darem a volta por cima de modo a responderem positivamente aos desafios que todos os dias se colocam ao continente africano: "Estamos covencidos que África é capaz de assegurar o seu próprio desenvolvimento e de mudar, por si mesma, o seu destino, graças à forte determinação dos seus povos, às suas potencialidades humanas e aos seus recursos naturais". Lucidamente, deixa palavras de alerta para aqueles que pensam que combatem os males herdados do colonialismo (subdesenvolvimento, miséria, emigração, guerras e conflitos frequentes) entregando-se aos extremistas e aos terroristas.

Mas, a mensagem de paz universal que centra o seu discurso e o ataque aos males de que padecem as comunidades internacionais, nos dias de hoje, merecem um destaque especial, sobretudo as suas palavras esclarecedoras contra a intolerância, o ódio e o obscurantismo. A problemática da emigração, que hoje aflige o mundo, é um dos temas fortes da intervenção, bem como os dramas humanos que a acompanham diariamente: «(...)condenamos vigorosamente o assassínio de inocentes, e estamos convictos de que o assassinato de um padre é um acto ilícito, segundo a lei divina, e esse crime, no recinto de uma igreja, é uma loucura imperdoável, pois trata-se de um ser humano e de um homem de religião, ainda que não seja muçulmano. O islão defende que todos os seres humanos têm de ser bem tratados».

"Os terroristas que actuam em nome do islão não são muçulmanos e não têm outra ligação ao islão que não sejam os alibis que inventam para justificarem os seus crimes e as suas loucuras". Mais adiante, esclarece: "Os terroristas e os radicais afadigam-se no recrutamento de jovens, convencendo-os a atacar as sociedades impregnadas dos valores da liberdade, da abertura e da tolerância, assim se distanciando do islão e dos seus valores de tolerância". Para Mohamed, "é inconcebível que Deus, o Todo-Clemente, o Todo-Misericordioso possa ordenar a um indivíduo que se faça explodir ou assassinar inocentes".

Outra das suas interrogações é sobre os caminhos para o futuro. A história da humanidade é testemunho de que o progresso é possível, se nos libertarmos dos extremismos, do ódio, do fanatismo e do obscurantismo: " A interacção e a coexistência interreligiosa geram sociedades civilizadas abertas onde imperam a afeição, a concórdia, o bem-estar e a prosperidade". Lembra-nos, a propósito, um versículo do "Santo-Corão" que é a melhor resposta para desmascarar os terroristas: «Ó, vós que sois crentes, entrai na paz.
 
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