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O CAMINHO DA FELICIDADE

Data adicionada : August 24, 2016 04:00:02 PM
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20 agosto 2016
Será que posso afirmar que os humanos procuram, ao longo da vida, pelo menos, duas coisas: a sobrevivência e a felicidade? Às vezes, sou levado a duvidar, perante a arrogância, o fanatismo, a ignorância, os mitos que têm sido a causa de tanta mortandade, de tanto sofrimento. Sobretudo, quando presenciamos o triste espectáculo do Homem a matar em nome de Deus, como se Deus lhe tivesse passado procuração e precisasse dele para executar seja o que for. Deus cria, não mata, seja em que religião for. Não há textos sagrados. Todos os textos que existem foram concebidos pelo homem e, por ele, escritos, depois de terem passado de geração em geração por tradição oral. Deus, para quem crê, criou o Homem, mas foi o Homem que criou Deus. Ora, o Homem é pequenino e só tem ideias pequeninas. É-lhe impossível conceber o que seja Deus e o que é que Ele quer. A Fé dá respostas, mas, apenas para quem crê, sem ninguém poder garantir a sua veracidade. Serão apenas a verdade de quem crê. Mas, e os outros, os que não acreditam naquela verdade? É legítimo que procurem outras verdades, outros caminhos. Mas, aí, intervêm os donos das verdades que foram construindo em volta dos deuses que criaram. E, de todos os deuses que o Homem criou, não tenho notícia de nenhum que defenda dar a morte seja a quem for, aos crentes como aos outros. Todos defendem o direito à vida. Vêm, contudo, os fanáticos, os ignorantes parados no tempo, os que lêm os textos que defendem ser sagrados para fundamentarem a sua barbaridade, a sua ignorância, a sua arrogância. Ninguém tem o direito de falar em nome de Deus, ninguém tem o direito de preferir a morte à vida. Ninguém pode matar e dizer que obedece a ordens divinas. Os que o dizem são ignorantes, fanáticos, defendem os seus interesses mesquinhos. São pequeninos, mesquinhos, mais próximo dos bichos irracionais do que dos humanos.

Para que a mudança do comportamento huamano aconteça, precisamos de escolas livres, universais, de escolas libertas dos interesses políticos ou religiosos. Actualmente, as escolas prolongam o braço do poder, seja ele político ou religioso. Difundem e defendem as ideologias do poder, as suas crenças, as suas tradições, as suas culturas, sem crivo, sem distinguir o que deve ser preservado e o que deve ser abandonado.

Não é fácil o papel das escolas, mas isso não pode impedir-nos de procurar respostas. Fala-se muito em Verdade, mas, todos sabemos que cada um tem a sua, o que torna difícil perceber qual devemos cultivar. Chegados aqui, voltamos à ideia inicial: a sobrevivência e a felicidade. Hoje, a Internet permite-nos descobrir como cada povo luta para sobreviver, como cada pessoa faz para ser feliz. Certamente que não o conseguirão se matarem, se estiverem doentes, se tiverem fome, se morrerem de cupidez, de perseguição, de exploração, de sujidade, de promiscuidade, de falta de respeito, de desprezo pela dignidade do outro. Talvez que a luta correcta pela felicidade coincida com a da sobrevivência. Talvez essa luta nos leve a conclusões que permitam construir um padrão civilizacional onde todos caibamos. A escola poderá ajudar.Já temos o exemplo dos japoneses. Eles já perceberam que têm de apostar no conhecimento das várias culturas, das várias religiões, das várias literaturas. Eles defendem que todos os alunos conheçam, pelos livros e pelo convívio, quatro religiões, quatro culturas, quatro línguas. Também, não é menos importante, a obrigação de lerem um livro por semana. Se queremos viver num mundo globalizado, como é fatal, não podemos viver de costas voltadas, contaminados por ideias arrogantes, fanáticas, quase típicas de um atrasado mental. Mais conhecimento, mais convívio, mais cultura abrem a mente, universalizam os valores, permitem compreender como sobreviver e como ser felizes.

 
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