Bom dia !     Utilizadores Online:       

DISTRITOS
Algarve
Aveiro
Beja
Bragança
Braga
Castelo Branco
Coimbra
Évora
Guarda
Leiria
Lisboa
Portalegre
Porto
Santarém
Setúbal
Viana do Castelo
Vila Real
Viseu
Açores
Madeira
main
main

A EUROPA DO DESENCANTO

Data adicionada : July 20, 2016 01:00:08 PM
Autor:
Categoria:
 

19 julho 2016




A Europa que sempre me encantou era a Europa herdeira de conquistas fundamentais para a felicidade das pessoas: o respeito pelo outro, pela sua cultura, pela sua religião, pela sua identidade, pela história do seu povo. Fruto de uma longa caminhada de lutas, de recuos e de avanços, de sínteses poderosas, de reflexões de filósofos, de políticos, de escritores e de todos quantos se preocuparam com o destino do Homem, tínhamos chegado a uma síntese de valores universais que nos davam conforto e esperança. Pensávamos que teríamos ultrapassado a fase dos egoismos nacionalistas, dos interesses mesquinhos em que as pessoas não passam de números anónimos, da intolerância, do populismo fácil. Enganáramo-nos. Eles aí estão novamente, os retrógrados incapazes de pensar em grande, agarrados à mesquinhice dos seus interesses, falsamente preocupados com o povo, ambicionando apenas o poder, enganando, desinformando, arrastando as pessoas para um inferno donde parecia termos escapado. Por este caminho, não tardará o regresso aos conflitos, às mortandades de outros tempos, à intolerância, ao vício de odiarmos o outro, apenas porque é diferente, pela cor, pela cultura, pela religião, por seja lá o que for que os líderes medievais queiram vender. Se os muçulmanos preservam tradições requentadas, sem repararem que a história da humanidade avançou, se eles continuam a descriminar as mulheres, as crianças, e todos quantos não aceitem a mudança ou a diferença, parecia que a chamada civilização ocidental dera passos em frente pela liberdade, pela democracia,pela dignidade humana, pela igualdade, pelo Estado de Direito, pelo respeito pelos direitos humanos, pela aceitação das minorias. Enganáramo-nos. Afinal, também uma grande parte de responsáveis políticos da vida ocidental, cultivam as trevas medievais, incapazes de se integrarem num mundo alargado, num mundo global, onde todos têm direito a viver com esperança, o direito a sonhar, a respeitar e a ser respeitado.

Não podemos desistir, não podemos capitular diante de chefes políticos vesgos, ignorantes, defensores dos seus quintais privados, dos seus interesses inconfessáveis, que cultivam uma luta cega contra os que desejam implementar o pluralismo,acabar com a discriminação, defender a tolerância, a justiça, a solidariedade, a igualdade entre os seres humanos, seja qual for a sua cor, o seu sexo, a sua religião, a sua cultura.

O dever dos seres adultos é promover a paz, defender os seus valores, batalhar pelo bem-estar dos povos todos.

Deixem-me relembrar um passo do que tratámos, a nível europeu:

"O n.º 4 do artigo I-3° (Tratado para a Constituição Europeia) é consagrado à promoção dos valores e dos interesses da União nas suas relações com o resto do mundo. Este número inclui os objectivos relativos à Política Externa e de Segurança Comum, que retoma do Tratado UE, bem como as disposições do Tratado CE em matéria de cooperação para o desenvolvimento:

Paz.
Segurança.
Desenvolvimento sustentável do planeta.
Solidariedade e respeito mútuo entre os povos.
Comércio livre e equitativo.
Erradicação da pobreza.
Protecção dos direitos humanos (em especial os direitos das crianças).
Desenvolvimento do direito internacional (respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas)."

Quem duvida de que vale a pena apostarmos na construção de um mundo assim?
 
main
Avaliações
main
comentários
main