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Data adicionada : June 25, 2016 03:00:05 PM
Autor: Mário de Freitas
Categoria:
 
Mário de Freitas
24 junho 2016
Estamos todos esperançados, da esquerda à direita, que poderemos voltar ao "passado"! E o passado que refiro é o de regressar a um nível de vida normal. Temos que lutar, temos que ser realistas, para que haja alterações de fundo capazes de inverter a atual situação. Se isso não acontecer corremos o risco, haja coragem para o dizer, de um 3º resgaste. Não é uma questão de existência é de tempo. Assim temos que ser inconformistas, temos que pensar juntos, esquecer divisões partidárias e colocar o Algarve acima de tudo!

No Algarve, após 30 anos de fundos Europeus, ficaram projetos por implementar nomeadamente a valorização da ferrovia e uma rede de ciclovias para não referir a falta de dinamismo da sociedade nas áreas empresariais, na investigação, na cultura e na coesão.

Temos 128% de dívida externa bruta do PIB; crescemos 1,2% a 1,5% ao ano (1,8% é uma miragem); o défice anual ronda os 3% (3,2% do PIB no 1º trimestre, segundo o INE); os serviços de dívida são superiores ao crescimento. Carecemos de investimento interno e externo e reinvestimento. Os exemplos da Irlanda com 12,5% de IRC ou o da Polónia com 9% não poderiam ser seguidos? São países que conseguem captar investimento a nível da Europa e, até, a nível mundial.

A desmotivação dos empresários é um facto! Não lhes é facultado financiamento atrativo em alguns setores, há carência em mão-de-obra qualificada, uma carga burocrática intransponível, penalizações em setores vitais agravada pela descapitalização de muitas empresas. O sistema fiscal está desfasado da criação de valor. Limitações na gestão de informação e de risco de regulação na gestão e na informação para a tomada de decisões, nomeadamente para o financiamento de PME. As famílias sofrem de sobrecarga fiscal, um sobre-endividamento e acesso ao financiamento restrito bem como de desvalorização das classes de rendimentos.

O orçamento de estado está, presumo, sustentado em dois pilares: arrecadação de impostos e desenvolvimento económico. Este deve ser a prioridade das prioridades nas alterações de fundo imediatas procurando captar mais investidores.

As nossas universidades e politécnicos estão cheios de alunos. Mas na realidade quem é que fornece "matéria-prima"? As escolas secundárias! E qual é o nível das nossas escolas secundárias? Sofrível! Lamentavelmente foram, ao longo do tempo, esvaziadas de toda a maquinaria e acessórios indispensáveis à primeira aprendizagem para formar bons profissionais. Deixaram, simplesmente, de existir!

O ciclo preparatório (dois anos) permitia que o aluno frequentasse uma panóplia de atividades na vertente técnica - carpintaria, serralharia, eletricidade, trabalhos manuais e até música. No final optava-se - liceu, escola comercial ou industrial.

Hoje temos excesso de licenciados e muitos com formação desfasada da realidade, desempregados e revoltados com o sistema!

Cerca da uma da manhã (24.06.) terminei este apontamento e o líder da UKIP, Nigel Farage admitia que o Brexit podia perder…

Acordámos e o mundo mudou! Brexit ganhou - depois da queda do Muro a Europa é abalada. Falta-nos saber quanto mudou! Em que Europa estamos… em que Europa estaremos…

Sejamos otimistas e pugnemos com confiança e serenidade na EU a 27.

 
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