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DESINFORMAÇÃO. MANIPULAÇÃO. DESCARAMENTO

Data adicionada : June 02, 2016 03:00:04 PM
Autor:
Categoria:
 

01 junho 2016


A questão que os "mamões" de certos colégios trouxeram para a ribalta, e que os conhecidos liberais (?) da praça adoptaram, por puro eleitoralismo, enferma de descarada desinformação e manipulação, que vai dos textos ao uso das pessoas, sobretudo dos alunos e de seus pais, numa feroz campanha de ataque ao ensino público e quase exigência de pagarmos o que nada temos que pagar, pois o nosso dever de contribuintes é para com o ensino público e nunca para com o ensino privado que, quem quiser, terá de pagar. É o que acontece, ou deveria acontecer, com todas as actividades privadas: têm o direito de existir e de ser utilizadas, se tiverem clientes pagantes. É a ordem natural. O que não é natural é encerrarem-se milhares de escolas públicas e usarem-se os dinheiros de todos os cidadãos para pagar a privados, o que aconteceu com Passos e Cristas, erradamente.

Estranhamente (ou talvez não), a Igreja deixou-se arrastar para esta confusão. É mais um sinal de como a Igreja portuguesa continua firme nas suas características medievais: quero, posso e mando. Os nossos bispos e arcebispos, se querem ser católicos, têm de ouvir mais o Papa Francisco e de se despirem da ostentação, da manipulação e da sedução do poder, defeitos tão evidentes nas celebrações de Fátima, por exemplo, e na tomada destas atitudes que só os afastam cada vez mais das pessoas.

Em Portugal, há liberdade de escolha de ensino, com as limitações que a nossa pobreza impõe. A aposta tem de continuar a ser a defesa de um ensino público de qualidade para todos os cidadãos. Quem quiser fazer flores, que as faça com dinheiro próprio.

Por outro lado, não alinho com os que dizem haver um ensino de excelência nos colégios, pois estão transformados em fábricas de marrões para terem sucesso nos exames (por isso reagiram mal ao seu termo) e não tanto em formar cidadãos para o desenvolvimento do País. Os políticos e os gestores que dali saem são uns cromos inúteis que fizeram de Portugal um país arruinado e sem futuro.

Este Ministro da Educação está à altura do que precisamos para a modernização de Portugal. As reformas adoptadas vão no sentido correcto, do melhor que se faz nos países felizes e prósperos. Não desista nem tenha medo, Sr. Ministro. Os papões são de papel. Só os que não prestam e os ignorantes estarão contra si. São os mesmos que têm vendido Portugal a patacos.

 
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