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Imaginar criativamente

Data adicionada : May 24, 2016 05:00:04 PM
Autor: Cláudia Fonseca
Categoria:
 
Cláudia Fonseca
23 maio 2016
Quando se fala em imaginação e capacidade de imaginar que imagens te ocorrem no pensamento?

Os cenários e brincadeiras de quando eras criança que inventavas personagens, histórias? Em adulto consegues perceber o que costumas imaginar? Fantasias, dramas, comédias da vida real?

Quanto te consegues projetar para o futuro, para um mundo imaginário com personagens idílicas, para aquela viagem ou casa de sonho?

Na vida adulta o mais aproximado que fazemos de alimentar a imaginação é com as pré-ocupações, criam-se pensamentos de vários cenários sobre o que pode correr bem ou mal, enchendo a mente de toxicidade que varia entre o passado e o futuro.

Imaginação define-se como a capacidade mental que permite a representação de objetos de acordo com as qualidades dos mesmos, que são dadas à mente através dos sentidos.

Temos o imaginário social que são constituídas pelas imagens mentais construídas a partir da informação dada e pré-definida através da socialização, todos identificamos a imagem de mar, carro, gelado. No imaginário pessoal essas imagens mentais vão ter uma expressão única de acordo com as experiências pessoais absorvidas pelos sentidos do indivíduo. Por exemplo se associo o mar a uma experiência agradável vou criar a imagem de um mar calmo, azul brilhante. Se gostar de fazer surf, provavelmente a imagem já será de um mar ondulante. Se não gostar posso imaginá-lo escuro, agitado.

Para alimentarmos o imaginário pessoal temos de enriquecer a vida com experiências, conhecimentos, movimento para que os sentidos registem na memória várias referências que vão estimular o cérebro a criar mais imagens.

Para mim imaginação e criatividade estão relacionadas. Quanto mais enriquecida for a capacidade de visualizar cenários, personagens, novas associações, de estimular os sentidos a criarem percepções, mais estarei apto a recriar novas linguagens. E a evolução da humanidade está interdependente desta força e expressão criativa. De formular questões, de procurar soluções, explorar.

Para criar é preciso imaginar, criar novas associações, desconstruir para voltar a construir, pensar no impossível à nossa capacidade de momento. Sair do conforto, expor o ridículo, o contraditório e paradoxo.

E é preciso treino, treinar a mente, o fazer, quebrar rotinas estabelecidas para que do caos possa nascer uma nova ordem. Como se diz, criar exige 90% de transpiração e 10% de inspiração e para que ela surja é preciso trabalho.

E essa imaginação e criatividade são necessárias não só nas relações de trabalho, mas no ser como um todo, porque o ser humano está sempre a recriar-se, a reinventar-se, a vida é movimento, é transformação e se acompanharmos esta dinâmica, o equilíbrio e a paz de ser e estar é também mais presente.

 
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