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São a Incubação de Empresas e o Coworking Complementares ou Antagónicos?

Data adicionada : April 03, 2016 06:00:06 PM
Autor: Dinis Caetano
Categoria:
 
Dinis Caetano
03 abril 2016




Nas últimas décadas, a incubação de empresas tem tido um impacto reconhecido na promoção do empreendedorismo. Em Portugal, a afirmação de incubadoras que apostam nas três dimensões de incubação - infraestruturas, serviços especializados, acesso a redes - tem-se traduzido na criação de valor na economia.

Dentro das incubadoras, infraestruturas, equipamentos e serviços partilhados a preços reduzidos são muito valorizados pelas empresas, sobretudo na sua fase inicial. Em contrapartida, nos estágios seguintes das startups destacam-se a prestação de serviços especializados (consultoria, formação, coaching, etc.), acesso a redes de serviços profissionais (consultores) e de parceiros (clientes, fornecedores, universidades, etc.). Desse modo, as empresas incubadas obtém recursos, conhecimento, experiência e ganham credibilidade.

A oferta das incubadoras modernas tem um forte impacto nos resultados empresariais, quer o desempenho seja avaliado numa ótica quantitativa (crescimento de vendas, volume de emprego, lucros) ou qualitativa (aspiração de crescimento empresarial, aprendizagem organizacional, melhoria da competitividade). Em todo o caso, pode-se concluir a partir de diversos estudos empíricos, que o desempenho das empresas incubadas é influenciado positivamente pela qualidade e extensão dos apoios prestados pelas incubadoras.

Mais recentemente tem ganho popularidade o coworking enquanto combinação de sala partilhada de cowork para diversos postos individuais de trabalho com equipamentos e serviços comuns (mobiliário, salas de reunião, telecomunicações, receção, etc.) por contrapartida de uma renda mensal a preços reduzidos. O coworking baseia-se na partilha de espaço e recursos de escritório num ambiente "amigável", reunindo pessoas que não trabalham necessariamente para a mesma empresa (em muitos casos trabalham para várias empresas) e que podem ser profissionais liberais, utilizadores independentes, empreendedores autónomos de áreas tecnológicas, sociais ou criativas. Atualmente existem em Portugal mais de 100 espaços de coworking, sendo a maioria destes locais de trabalho alternativos aos cafés e às casas dos próprios empreendedores.

Numa primeira observação, a incubação de empresas parece ser antagónica do coworking. Enquanto a incubadora visa proporcionar condições para novas empresas autossustentadas e independentes (com lucros); o coworking é um modelo de trabalho colaborativo assente na criação de um bom ambiente suscetível de abrir novas possibilidades para o indivíduo empreendedor, mais centrado nas ideias e nos projetos do que no lucro. Trata-se de uma análise prematura que a prática desmente. Na realidade, a incubação e o coworking são atividades complementares que apesar das diferenças que as caracterizam visam um desígnio comum: a promoção do empreendedorismo.

Um exemplo que atesta a sua complementaridade reside no facto da maioria das incubadoras em atividade em Portugal em 2016, terem em simultâneo nas suas infraestruturas, espaços físicos para incubação de cada uma das empresas selecionadas e espaços físicos de coworking partilhados por várias empresas. Desse aumento das possibilidades de acesso à função empresarial beneficiam, sem dúvida, os empreendedores, considerados os agentes de mudança das economias modernas.



* Economista

 
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