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Startups: Empresas do futuro e com futuro

Data adicionada : January 11, 2016 05:00:06 PM
Autor: Dinis Caetano
Categoria:
 
Dinis Caetano
10 janeiro 2016




A economia de mercado desenvolveu-se significativamente nas últimas décadas, mas verdade seja dita nem sempre bem. Os conflitos de interesses entre propriedade e gestão de empresas, as práticas especulativas e a falha dos reguladores trouxeram dificuldades acrescidas ao bom desempenho empresarial. A par disso, a obsessão pelo lucro fácil e a atribuição de prémios a gestores que inflacionam resultados suscitam problemas de ética e responsabilidade social de muitos decisores.

Em todo o caso, a economia de mercado é o sistema que funciona melhor mas tem que ser repensado. É necessário proceder à ´reinvenção da empresa´, tema de capa de uma recente edição do semanário britânico The Economist. A par das sociedades anónimas, importantes para setores de atividade que precisam de muito capital, mas com frequentes lutas de poder entre acionistas e gestores profissionais, importa apostar na criação de empresas de menor dimensão, que produzam bens transacionáveis e apresentem elevado potencial de crescimento e internacionalização em que o capital humano e a tecnologia façam a diferença. Empresas em que a ligação entre propriedade e gestão seja clara, direta e responsável.

É nesse contexto que as startups se assumem como uma nova tendência de empreendedorismo. Como refere Francisco Sarsfield Cabral em recente artigo "as startups repõem a ligação entre propriedade e gestão, que outro tipo de empresas, por exemplo as sociedades anónimas cortaram" (semanário Sol, 13 de novembro de 2015). Nas startups há menos intermediários entre os investidores e a gestão, dado que os proprietários fundadores têm uma relação direta com a gestão da empresa. Este tipo de empresas, sobretudo de base tecnológica e pequena dimensão, promovidas por jovens que criaram algo de novo e que apostam em talento e emprego altamente qualificado são consideradas empresas do futuro e com futuro.

Empresas do futuro dado que as novas tecnologias têm um grande potencial de crescimento e as economias baseadas no conhecimento são uma realidade cada vez mais presente. Estas jovens empresas tecnológicas criadas em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga ou Aveiro tornam-se globais e operam em todo o mundo em setores como a biotecnologia, ciências da vida, engenharia eletrónica, redes, telecomunicações, desenvolvimento de software. Atente-se nos casos de empresas promissoras como a Farfetch, Feedzai, Seedrs, Talkdesk, Uniplaces e Wit Software entre muitos outros exemplos de sucesso de empresas portuguesas a afirmarem-se no panorama internacional.

Empresas com futuro porque apesar das startups ainda serem uma minoria das empresas em Portugal, o seu número tem vindo a crescer significativamente, quer em resultado do empreendedorismo tecnológico potenciado pelos ecossistemas, clusters e polos de competitividade que emergem das universidades, instituições de transferência de tecnologia e de empresas maduras quer da melhoria da qualificação dos nossos empreendedores. Um sinal de esperança para a economia portuguesa.



* Economista

 
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