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EM EDUCAÇÃO, NÃO PODE HAVER REVOLUÇÕES

Data adicionada : December 31, 2015 04:00:04 PM
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Categoria:
 

30 dezembro 2015


O ministro Crato meteu-se em revoluções e escangalhou tudo. Deu com os burros na água. Será que o novo ministro vai também querer a revolução, ou apenas reconduzir as reformas a um caminho sensato, onde há sempre necessidade de ajustes pontuais, quiçá, algumas medidas inovadoras para não perdermos o combóio das achegas da ciência?

É hoje evidente que Crato pretendeu desmantelar o ensino público em favor do privado, acentuando o fosso negativo que já havia entre um e outro. Ora, o acesso ao ensino privado é só para alguns, como bem sabemos, o que não pode acontecer num país maioritariamente pobre e desestruturado. Não é por acaso que, a quando da publicação dos malfadados "rankings", se chega sempre à conclusão de que os maiores sucessos acontecem no ensino privado, raramente, no público. Neste ano, houve o caso da Escola Secundária de Restelo que pediu meças aos colégios. Porquê? Apenas porque a sua comunidade tem todas as características de um estabelecimento de ensino privado, com raras excepções.

Uma escola privada distingue-se por certas características que conduzem ao sucesso:

. um ambiente escolar que promova a concentração, a fraternidade, a ambição, o trabalho, a felicidade;

. a existência de regras disciplinares para serem rigorosamente cumpridas, com consequências para quem transgredir;

. um trabalho empenhado de professores, com espírito de missão, o que é favorecido por um corpo docente estável e competente;

. pais escolarizados;

. alunos oriundos de famílias estruturadas, economicamente estáveis.

Ora, quantas escolas públicas, no nosso país, acumulam estas características? É por aqui que temos de nivelar, o que exige toda uma política de enriquecimento das famílias, de escolarização para todos, de aposta numa cultura da responsabilidade, de espírito de missão e de solidariedade, de acções continuadas junto dos pais para os transformar, cada vez mais, em actores da educação dos filhos, em companheiros da escola e dos professores, o que passa também por uma teimosa acção de formação dos professores que têm de entender que não são os donos da escola, mas apenas servidores do país, numa tarefa das mais nobres.

E, por favor, nunca esqueçam que a educação, hoje mais que nunca, precisa de sentimentos, mais que de maquinetas.

 
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