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DAR AS MÃOS

Data adicionada : November 27, 2015 03:00:03 PM
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Categoria:
 

26 novembro 2015




Deus existe? Não sei. Mas sei que Jesus Cristo ficou na História da Humanidade como Seu enviado e inspiração, deixando-nos uma mensagem imorredoira de Amor, de Paz, de Fraternidade, de Perdão, de Vida para todos, que me entusiasma e me basta. Também sei que na raiz do Homem há dois princípios por demais evidentes: O do Bem e o do Mal. E, com o andar dos anos e a sabedoria acumulada, fui aprendendo que o Bem desenvolve o Amor, a Paz, a Fraternidade, o Perdão, a Vida, enquanto o Mal se identifica com as Guerras, o Ódio, os Fundamentalismos, a Intolerância, a Morte. Ora, entre a Vida e a Morte, é-me fácil escolher a Vida.

Até o Povo, na sua sabedoria milenar, aprendeu, na Universidade da Vida, muito diferente da universidade de pacotilha dos pacóvios que tentam influenciar-nos e manipular-nos, nos ensina que «quem com ferro mata, com ferro morre».

Dir-me-ão que também há alguns provérbios sobre a guerra, mas, se bem pensarmos, trata-se da guerra que, por vezes, infelizmente, acontece para fortalecer a paz.

Perante este dilema, como reagir à situação que hoje vivemos num mundo de fundamentalismos, de pouco reflectir, de manipulação? Vamos pôr tudo a ferro e fogo, arrasar todos por igual? Hoje atacas tu, amanhã ataco eu? Será essa a solução? E como acaba? Com o mundo em farrapos? Com milhões de mortos? Se essa há-de ser a solução, não merecemos respirar o ar e saborear o sol que encontrámos, quando nascemos, e que nada fizemos para ter.

Será necessário recorrer à guerra? Parece que sim. Se assim for, que seja uma guerra cirúrgica para tirar os dentes ao inimigo.

O papel de leão, a solução dos conflitos, só poderá encontrar-se no diálogo, no conhecimento profundo das diversas culturas e religiões. Têm de ouvir-se as tradições, as maneiras de viver dos povos afectados, tem de se dar voz a quantos tenham alguma coisa séria para dizer. Tem de haver líderes que se reúnam, que assumam compromissos, que definam acordos, que se mantenham vigilantes, que esqueçam interesses mesquinhos e tenham em conta a felicidade de todos os povos, sem discriminação, sem afirmações de superioridade, sem manifestações de racismo ou de discriminação. Todos somos iguais. Todos temos direito a uma vida digna.

Enfim, a solução final só pode estar no diálogo, um diálogo sério, entre todos, pondo a vida em primeiro plano, uma vida digna para todos. Há exemplos recentes de diálogos frutuosos.

 
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