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EXIGE-SE SERENIDADE !

Data adicionada : November 12, 2015 03:00:06 PM
Autor: _Álvaro Viegas
Categoria:
 
_Álvaro Viegas
11 novembro 2015






Destas eleições, já se sabe, resultou uma vitória sem maioria absoluta da Coligação PSD/CDS. Depois de 4 anos com uma política que exigiu muitos sacrifícios aos portugueses, direi eu, com doses excessivas para além do necessário, 700 mil portugueses recusaram dar o seu voto de novo à Coligação e o transferiram para a abstenção e para o BE.

O PS foi claramente o partido derrotado destas eleições, pois num cenário politicamente bastante favorável, não teve o mérito de chamar a si os descontentes.

Perante estes resultados, era esperado como sempre aconteceu, que o PS desse a mão ao governo nos primeiros 2 anos, abstendo-se no programa e nos orçamentos e provocando eleições lá para 2017.

Eis que aparece António Costa com uma estratégia inovadora e quiçá revolucionária que mudará para sempre o paradigma do posicionamento de quem ganha sem maioria e de quem perde com possibilidade de formar governo.

Ao contrário do que se tem dito, a opção de António Costa é legítima e constitucional. A votação nas eleições legislativas visa eleger 230 deputados e não um Primeiro-Ministro. O Presidente da Republica indigita o líder do partido mais votado e propõe que este encete negociações para formar governo estável e com maioria. Foi isso que aconteceu. Na minha opinião, após o PR ter conhecimento formal da intenção dos partidos de esquerda de votarem uma moção de rejeição ao programa de governo, teria de convidar António Costa para formar governo. Ganharia o País e os portugueses semanas de angústia e acalmaria os tais "mercados".

Neste momento existe muita inquietação nos partidos da Coligação. Exige-se serenidade neste momento e apelando como o PR, devem estar primeiro os superiores interesses do País.

Esta coligação de esquerda pode durar um ano ou a legislatura. Se durar um ano, correm estes partidos de esquerda um sério risco de implosão, dando uma vitória esmagadora à coligação de direita. Se durar uma legislatura, será uma vitória de António Costa e dos seus parceiros e a sua continuidade no governo dependerá dos resultados alcançados com a sua governação.

É altura de olharmos para esta nova realidade política, com a serenidade que se exige e encararmos com naturalidade que há coisas que mudam, não é por em 40 anos nunca ter acontecido uma aliança entre os partidos da esquerda que isso é dramático. Dramático é o desemprego. Dramático é a fuga de centenas de milhares de portugueses para o estrangeiro. Dramático é um pai querer dar comida a um filho e não ter. Dramático é não haver esperança nos nossos jovens. Dramático são as horas que se leva à porta de um hospital para uma consulta.

Exige-se serenidade.

* Advogado

 
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