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Capital de Risco: Oportunidade de Financiamento do Empreendedorismo

Data adicionada : November 03, 2015 03:00:05 PM
Autor: Dinis Caetano
Categoria:
 
Dinis Caetano
29 outubro 2015
Para o empreendedorismo há vários fatores críticos, mas o acesso ao financiamento ocupa um papel central no sucesso do empreendimento. Qualquer empresário preocupa-se antes, durante ou depois de criar uma empresa com as questões associadas ao financiamento do seu projeto.

Em Portugal, é ponto assente que falta capital e liquidez à economia. Nesse contexto, o que uma empresa pode fazer para melhorar o acesso a capital e garantir possibilidades de crescimento? Neste artigo vamos dar algumas pistas, sobretudo para empresas inovadoras, que pretendem internacionalizar-se colocando os seus bens e serviços transacionáveis no exterior.

A par das formas mais tradicionais de angariação de capital para investimento na criação de uma startup ou na expansão do nível de atividade de uma empresa existente (empréstimos bancários, recursos do próprio empreendedor, de familiares ou amigos, leasing, subsídios), recentemente têm surgido novas fontes de financiamento, sobretudo dirigidas a empresas inovadoras em setores de elevada intensidade tecnológica com dificuldades de obtenção de fundos devido ao risco associado. Trata-se do capital de risco, modalidade de financiamento do empreendedorismo muito popular nos Estados Unidos da América e em países do Norte da Europa, que entrou em Portugal nos anos 80/90 através de sociedades de capital de risco (SCR) estatais (AICEP Capital Global, fundada em 1998; InovCapital, fundada em 1989; Turismo Capital, fundada em 1991) e que recentemente ganhou uma nova expressão através da Portugal Capital Ventures, sociedade de capital de risco, fundada em 2012, que resultou da fusão das três SCR atrás citadas. A Portugal Ventures tem atualmente cerca de 450 milhões de euros de ativos sob gestão.

Para o acesso ao capital de risco é necessário um bom plano de negócios e convencer quem decide do elevado potencial de desenvolvimento da empresa. Segundo Esperança e Matias (2005), "capital de risco é um instrumento financeiro que consiste na participação temporária e minoritária de uma SCR no capital social de uma empresa. Essa entidade que disponibiliza os fundos torna-se sócia da empresa financiada". De acordo com estes autores, o capital de risco pode ser utilizado em diversas situações: a) capital semente, na fase seed de desenvolvimento inicial do negócio; b) arranque, na fase startup de desenvolvimento de produtos e investimentos em marketing; c) crescimento orgânico ou por aquisição de empresa, visando o reforço da capacidade competitiva; d) reestruturação estratégica de empresas; e) management buy out (MBO); f) management buy in (MBI). Mais recentemente, recursos de capital de risco estão também a ser utilizados para a internacionalização de empresas. É o caso da Feedzai, empresa tecnológica de Coimbra (volume de negócios previsto para 2015 de 150 milhões de euros) que bateu em 2015 o recorde, entre as startups portuguesas, ao levantar o montante de 15 milhões de euros junto de fundos de capital de risco americanos para consolidar as operações nos EUA e Reino Unido, onde dispõe de escritórios comerciais em Nova Iorque e Londres, respetivamente.

Os fundos de capital de risco não se adequam a empresas de pequena dimensão. Uma alternativa para o financiamento das fases de lançamento ou crescimento inicial deste tipo de empresas é o recurso a investidores informais de capital de risco (business angels), que a par de fornecerem financiamento a bons projetos, partilham experiência de gestão e contribuem para a sobrevivência das novas empresas, mais vulneráveis no início da atividade.

 
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