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PEDRO, PAULO e COMPANHIA

Data adicionada : June 07, 2015 06:00:03 PM
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07 junho 2015


Tinha prometido a mim mesmo não voltar a falar dos políticos da governação actual, pois são tão ridículos, tão mentirosos, tão incompetentes, tão mesquinhos e ignorantes, tão insensíveis, tão formatados em receitas que continuam a aprender nos bancos dos jotinhas, que somos obrigados a alhear-nos deles, se queremos manter a sanidade mental. Aquela gente mais parece saída de um manicómio do que das universidades que os vão (de)formando e onde acabam por ir dar aulas, como acontece com esse Barroso, um dos responsáveis pela destruição do Iraque e consequente desordem que encorajou o Estado Islâmico, essa horda de selvagens sem classificação.

Com o aproximar das eleições, o Pedro e o Paulo, sem pudor nem sensibilidade, retomam as promessas nunca cumpridas e teimam em acenar papões, armarem-se em vítimas das maldades do PS e do Sócrates, como se este fosse um político tão poderoso que tivesse a capacidade de ser responsável pela crise mundial iniciada por volta de 2008, que incendiou o mundo e foi aproveitada pela Europa do dinheiro para ganhar biliões de euros que serviram para salvar os seus bancos, reforçar os seus negócios e humilhar os preguiçosos da periferia que têm de cumprir as regras que eles inventaram e que os favorecem desmesuradamente. Mas as regras a que estão obrigados, como aumentar salários, importar os produtos dos países em dificuldades para os desafogar e dar oportunidades de crescimento à economia, a solidariedade a que os tratados os obrigam, nunca são para cumprir. Hipocritamente, continuam a apostar na chamada austeridade que, nuns dias tem de acabar, mas noutros tem de continuar, conforme o catavento soprar.

Continuam a apresentar com sucesso alguns sinais que se devem apenas a uma nova política do Banco Central Europeu, que estabilizou o preço dos juros, convenceu os credores a baixar os níveis de agiotagem e meteu juízo, ainda que débil, na cabeça dos donos da Europa. A isso se juntaram as vantagens da baixa do preço do petróleo e outros cenários geopolíticos que assustaram a Alemanha e os países do norte, com uma guerra à porta de casa que não sabem como resolver, se a América lhes virar as costas e os deixar a falar sozinhos, com a sua cobardia e tradicional acomodação.

O que não podem negar é que as suas políticas não resolveram o problema da dívida externa que passou de 90 milhões para 130, com tendência para se agravar, não resolveu o problema do desemprego, mau grado as mascaradas a que recorrem, acabando com os empregos e criando estágios tontos e despesistas, ou construindo uma política do trabalho que favorece despedimentos e ofertas de emprego a preço indigno de um ser humano, para não referirmos a injustiça de o próprio Estado estar a especializar-se em criar empregos precários, também mal remunerados, para compor estatísticas. Já não consigo suportar as mentiras do ministro das avé marias, desconhecedor do que é a autêntica religião católica, quando favorece a oferta das esmolas e rebenta com o trabalho, o único caminho que pode contribuir para salvar a dignidade da pessoa humana. Não se dar a oportunidade a um ser humano de poder trabalhar, com remuneração e condições adequadas, é como arrancar-lhe a alma e o coração. É condená-lo a um Inferno antecipado para pagar os pecados que não são dele.

 
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