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SISMOS E SEGURANÇA DOS EDIFÍCIOS

Data adicionada : April 29, 2015 06:00:04 PM
Autor:
Categoria:
 

28 abril 2015




I - - O ALGARVE É UMA ZONA SENSÍVEL …

Como todos sabemos, na realidade, o nosso planeta não é muito mais do que uma "grande esfera", constituída no seu interior por rochas liquefeitas a alta temperatura, coberta por uma "fina" película sólida, entrecortada à superfície em várias placas tectónicas flutuantes e móveis.

A terra treme, por ano , em sismos de diversa intensidade, centenas de milhares de vezes.

No ano de 1999, no entanto, num período de seis semanas entre Agosto e Setembro, ocorreram sete sismos, alguns dos quais de grande amplitude, provocando dezenas de milhar de mortos, prejuízos incalculáveis e um rasto de desolação e desespero.

Recentemente todos assistimos aos dramas que ocorreram em vários pontos do globo e à duas semanas nos Açores, num único dia, registaram-se oito abalos sísmicos.

Para quem vive em zonas de maior risco sísmico, no nosso país localizadas no centro/litoral e Sul, cada notícia relativa a um abalo provoca naturalmente, alguma apreensão justificada.

Apesar da evolução tecnológica e dos esforços desenvolvidos para a detecção antecipada destes fenómenos, o resultado tem até à data sido negativo. Resta-nos portanto a protecção em termos de segurança das edificações, das infraestruturas, o aperfeiçoamento de planos de emergência, etc.

Nesta matéria, a experiência, a investigação e o desenvolvimento tecnológico, têm realmente produzido resultados consideráveis.

Tal como em relação a outros percalços do dia-a-dia, (doenças graves, acidentes de automóveis, etc.), impera genericamente a velha máxima..."estas coisas só acontecem aos outros"... o que não significa, que não tenham sido desenvolvidos sistemas de protecção civil ou, não se encontrem publicados os regulamentos de segurança apropriados.

Não havendo resultados concretos em relação à previsão de sismos, o que permitiria acautelar, no mínimo, o sacrifício de vidas humanas, torna-se fundamental que a investigação se concentre nas normas técnicas de construção civil que salvaguardem a segurança possível.

A evolução tecnológica neste domínio progrediu considerávelmente em alguns dos países com problemas desta natureza, especialmente no Japão e nos E.U.A., ao ponto de, neste último, o sistema de segurança (construtivo), permitir, que as principais preocupações das entidades públicas, se concentrem nos prejuízos materiais.

Após um sismo, as impressionantes imagens de destruição mostram-nos por vezes, um grupo de edifícios iguais, em que alguns deles se desfazem completamente e outros permanecem perfeitos. Estas estranhas imagens, levam-nos a presumir que o projecto de estruturas (o mesmo para todos eles) estará à partida correctamente executado. Os erros que terão dado origem ao desmoronamento de apenas alguns dos edifícios, terão provavelmente origem na execução da obra em desrespeito pelo projecto.



II - O que diz a lei sobre...
II - 1 ...as normas de segurança na construção...


Encontram-se em vigor diversos diplomas legais que contemplam as normas de segurança relativas à edificação, cujo cumprimento rigoroso, minimizaria seguramente os efeitos devastadores de uma calamidade desta natureza.

Obviamente, não estão em causa apenas os Regulamentos de Segurança para Estruturas de Edifício e Pontes, o de Betões e Ligantes, entre outros, mas ainda, todos os diplomas legais e regulamentares aplicáveis ao abastecimento de combustíveis, energia eléctrica, infraestruturas etc., cuja aplicabilidade se relaciona com esta matéria em situação de catástrofe.

Naturalmente, a existência de legislação regulamentar sobre estruturas de edifícios, não garante que as construções sejam executadas de acordo com as normas aplicáveis. Os mecanismos de controlo prévio por parte das entidades licenciadoras, ou de fiscalização, é fundamental para que se cumpram os objectivos de um sistema global, (projecto/construção/infrestruturas/planos de emergência), a implementar com o objectivo de minimizar os prejuízos com a ocorrência de um sismo de grande intensidade.





Na parte seguinte deste trabalho, trataremos do "sistema de controlo prévio das construções, por parte das entidades públicas"

 
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