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ABANDONO ESCOLAR CONTINUA A AMEAÇAR GERAÇÕES DE PORTUGUESES

Data adicionada : February 17, 2015 04:00:02 PM
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16 fevereiro 2015


Portugal permanece no topo da lista de alunos que abandonam a escola, sem um diploma, o que, a par da miséria que espreita uma em cada quatro crianças portuguesas, remete para um futuro muito sombrio para o país. Só os irresponsáveis poderão continuar a rir-se e a afirmar que saímos da crise. Os mentirosos têm as pernas curtas. Veremos isso no próximo artigo. Hoje, fiquemo-nos pelo abandono escolar e atentemos nalgumas pistas que poderão ajudar a resolver este problema sério para a democracia e para a coesão social.

A escola começa cedo a receber sinais que merecem uma especial atenção para se prevenir o fracasso de milhares de jovens, rapazes e raparigas, destinados à escravidão de trabalhos forçados e mal remunerados, com prejuízo para o progresso de toda a sociedade, se não se tomarem medidas adequadas para encontrar uma solução.

Alguns sinais de risco que devem merecer a especial atenção de professores e de pais são, por exemplo, as dificuldades de leitura no início da 6ª. Classe, bem como qualquer repetição durante o ensino primário ou preparatório. Não é menos responsável pela extensão da gravidade do abandono, o ambiente social a que os alunos pertencem, sobretudo os oriundos de meios mais desfavorecidos, famílias desestruturadas, filhos de pai operário e mãe sem qualquer diploma, pais sem ambição que, na grande maioria, apontam como objectivo principal, a escolaridade elementar.

Devem também ser motivo de preocupação os alunos com grandes lacunas na aprendizagem da língua materna e da matemática.

Também acontece que muitos alunos que tiveram aproveitamento no preparatório e no secundário, acabam, surpreendentemente, por desistir de estudar por acontecimentos negativos no seio da família como seja o desemprego, problemas de saúde e de consumo de álcool e/ou de outras drogas, divórcio, acidente grave. Há ainda o caso dos alunos que são arrumados em turmas especiais, como acontece com os emigrantes, os filhos de famílias numerosas, com dificuldades económicas e de organização.

Estes sinais devem ser levados muito a sério e seguidas de medidas preventivas imediatas, como reuniões com os pais, com as autoridades competentes para normalizarem as situações gravosas, reforçar os apoios escolares, desenvolver acções de remediação, enfim, nada deve ficar ao acaso para que todos os alunos tenham direito a uma segunda oportunidade.

Não esqueçamos que um país que perde os seus jovens é um país sem futuro.

Um alerta final: não tratem as crianças como atrasados mentais, com aprendizagens ofensivas da inteligência das crianças. Lembro, a propósito, o que o psicopedagogo Serge Boimane, defende: em vez de tratar os jovens em risco com "paninhos quentes", devem envolvê-los em projectos desafiantes, complexos e ambiciosos, com actividades culturais e aprendizagens como a filosofia, a matemática e a literatura.

 
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