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A GRÉCIA PODE SER A ÚLTIMA OPORTUNIDADE DO PROJECTO EUROPEU

Data adicionada : February 03, 2015 06:00:02 PM
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Categoria:
 

03 fevereiro 2015




A vitória do Syriza poderá, se a Europa deixar de teimar na teimosia dos burros, reforçar a ideia que continua a fermentar de que a política de austeridade é um caminho errado e uma perda de tempo. A Inglaterra e os Estados Unidos da América provaram-no, quando apostaram na injecção de capitais na economia e deram início a uma época de prosperidade. A História também nos ensina que a própria Alemanha, depois de ter destruído o mundo, recuperou graças à generosidade dos povos que quis dominar e lhe perdoaram cerca de 60% da dívida e lhe permitiram pagar o restante de uma forma generosa com base numa percentagem dos lucros das exportações. Concederam-lhe as oportunidades que agora negam a quem nada fez de semelhante ao que os nazis fizeram.

É evidente que cada Estado tem de se habituar a viver com os seus impostos, mas todos os povos têm direito a uma segunda oportunidade para corrigirem os erros, além de que, a União Europeia tem de resolver, como mandam os Tratados, as assimetrias. Assim se faz nos Estados Unidos da América e noutras comunidades. É um modelo de solidariedade e de humanismo que não permite que os nascidos em regiões mais atrasadas fiquem para trás, condenados para sempre ao subdesenvolvimento, como é o caso de Portugal, quando comparamos as zonas do interior com as do litoral. Às vezes, arriscamo-nos a pensar que, se nós não temos sensibilidade para tratar bem dos nossos, como é que podemos pedir aos outros que o façam? Mas, já foi provado que as políticas liberais não só agravam as desigualdades como arrasam os mais frágeis e os reduzem a parasitas inúteis. Não se pode tratar os doentes com dietas fatais.

Chegou a hora de meditarmos e lutarmos por um programa simples como o apresentado pelo novo Ministro das Finanças grego, o Professor da Universidade do Texas, Yanis Varoufakis, fundado em três pontos:

• Lidar com a crise humanitária, pois é impossível deixar que o desemprego e a miséria continuem a atormentar e a matar as populações;

• Reformar o país, acabando com as sanguessugas do Estado: as empresas prestadoras de serviços, os banqueiros corruptos e/ou incompetentes e uma comunicação social comprometida com os poderosos;

• Renegociar com os parceiros europeus o contrato de empréstimo que, não só está a arruinar os países endividados, como o projecto europeu em si mesmo.

Não será este um projecto sensato, equilibrado, que deve ser analisado, pensado e discutido pela comunidade europeia? Não será possível, pelo menos, tentar restaurar a esperança que nos têm roubado?

 
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