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ENFORCAR A PÁTRIA PODE NÃO SER CRIME

Data adicionada : July 30, 2014 07:07:35 AM
Autor:
Categoria:
 

20 julho 2014




Menau foi absolvido. O artista plástico que enforcou, simbolicamente a bandeira nacional, foi finalmente absolvido. A grilheta é dura para qualquer um. Acho sinceramente que não se deve ir para dentro das grades por motivos que involuntariamente não sabemos artisticamente construir, embora o artigo 8º do Código Civil continue a dizer que a ignorância da lei não aproveita a ninguém. Camilo, Bocage, foram metidos no calabouço por impropérios diferentes. Mas isto nada obsta que sobre o Portugal degolado não se faça alguma luz para que casos com este não voltem a preencher o nosso quotidiano. Como Pascoais também não gosto de ficar sozinho. Gosto de pertencer e daí que refira em primeiro lugar que a Pátria é a última coisa que se deve degolar. A Pátria é passado, presente e futuro. As coisas podem estar mal, a crueldade deste Governo ter subido à raia do indesejável, a opressão ser muita, mas a Pátria nada tem com isso. Nestas parcas condições em que vivemos, se alguma coisa é necessária fazer é que não a enforquemo-la, mas a reconstruimo-la. Que seja ressurjida, porque isso advém da herança de que somos portadores, da ideia de sobrevivência que é a nossa principal missão. A Pátria é qualquer coisa indelével, superior, aos muitos indivíduos que a constituem. Por isso há momentos em que o sentimento de obediência à lei deve desfalecer. O que nada tem a ver com o desejo de fortalecer e animar a alma dos portugueses para que a Pátria ganhe novas energias e virtudes. Tentar de várias formas, empíricas que sejam, mal orientadas espiritualmente, destruir a Pátria pode não ser um crime, mas é com certeza um absurdo. Acho que à Universidade do Algarve, em último lugar, cujo reitor foi testemunha no caso, caberia versar um pouco mais sobre o sentido plástico do mundo, levar a cabo uma séria recapitulação das manifestações da nossa grei em que se revela melhor a alma da Pátria. Visitar concelho a concelho pode ser útil, mas a paisagem da região é mais longa, atinge a sombra do mar, a mística da raça, mais que a ingénua sensação de que este é o caminho para a evolução criadora.

 
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