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NEM VITÓRIA, NEM DERROTA!

Data adicionada : May 27, 2014 06:00:05 PM
Autor: _Álvaro Viegas
Categoria:
 
_Álvaro Viegas
27 maio 2014



Estas eleições ditaram vencedores e vencidos. Dos vencedores podemos falar da CDU e do MPT de Marinho Pinto. Dos vencidos falamos da Aliança PSD/CDS, do BE e por estranho que pareça do Partido Socialista.

Vamos por partes. É claro o reforço da CDU que aumentou em percentagem e em número de eurodeputados e a surpresa Marinho Pinto que é uma manifestação genuína do povo ao rejeitar os partidos tradicionais. Hoje os cidadãos não acreditam nos partidos do chamado "arco governativo" e optaram por alguém que vindo de fora fala desassombradamente de temas que o povo entende. Podemos não concordar com a forma como Marinho Pinto se exprime, mas a forma simples e directa como se dirige aos cidadãos vai permitir ao MPT eleger deputados nas próximas eleições legislativas, tornando-se quiçá, na muleta que o PS irá precisar para governar.

Os maiores vencidos são os partidos do governo. Esperava-se uma derrota, mas esta superou as piores expectativas. Hoje o PSD vale 22% e o CDS 5%. Nunca este valor foi tão baixo em 40 anos de democracia.

O outro derrotado da noite é o BE que se está a esvair. De uma esquerda fresca e arrojada passou para um discurso gasto e ultrapassado que já nem os jovens atrai e isso vai levar à sua insignificância nas próximas eleições legislativas.

Por último, o PS é por mais macabro que pareça um dos derrotados. Ganhou é verdade, mas esta vitória coloca muitas interrogações a muitos socialistas se António José Seguro é o homem certo para levar o PS a ter uma votação expressiva nas próximas legislativas. A maior fatia do descontentamento gerado por 3 anos de governo PSD/CDS foi distribuído pelo MPT e para a abstenção. É espantoso que 3 anos depois de uma forte crise sentida pelos portugueses o partido que é a alternativa para a governação não esmague a aliança governamental. A diferença mínima de menos de 4%, sendo a votação nos partidos do governo muito baixa, fala por si. A manter-se António José Seguro na liderança do PS haverá uma fragmentação do eleitorado que poderá tornar ingovernável este País.

Falemos do Algarve. Vou tentar ser o mais objectivo possível. Tivemos um candidato algarvio na lista PSD/CDS. Personalizou a campanha para daí capitalizar a sua hipotética popularidade. Vamos aos resultados. O Algarve teve a maior abstenção do território nacional com 71,45% muito acima da média nacional que foi 66%. O PSD e o CDS separados em 2009 obtiveram no Algarve 35,13% com 40.672 votos. Agora em 2014 coligados obtiveram 21,91% e 23.311 votos. Em 5 anos e com um candidato algarvio na zona cinzenta de eleição estes dois partidos desceram cerca de 14% e perderam cerca de 17.000 votos. Cada um fará a sua análise. Eu há muitos anos que sei porque isto aconteceu.

* Advogado
 
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